A empatia é o atributo de saber ouvir de tal maneira, que o sacerdote deixa fluir naturalmente durante o atendimento, uma transparência tal, que a situação vivenciada pelo penitente seja vivenciado pelo confessor. Neste caso o penitente percebe o diferencial do acompanhamento confessional recebido com o retorno à sua estima perdida pelo brilho da Graça re-adquirida. O penitente se sente novamente elevado a um patamar de extrema importância humana e espiritual.
A aceitação se direciona em evitar a tentação de nos colocarmos como juiz da situação e emitir julgamentos conforme nossa compreensão da realidade, mesmo que estas não sejam aprovadas por nós.
A genuinidade não é somente uma habilidade de encarar a situação na confissão, mas sim a demonstração explícita de nossa honestidade no trato com o penitente. Essas qualidades descritas acima são manifestadas através do respeito e do desafio em saber escutar, tendo como modelo o próprio Jesus e os Santos Padres.
Dever ser claro para o sacerdote ortodoxo, que aqueles que nos procuram tem uma real necessidade de se sentirem acolhidos devido aos diversos estigmas enfrentados espiritualmente ou socialmente, seja em suas enfermidades físicas, ou mesmo em suas enfermidades morais que abalam a paz de sua alma (rancor, vingança, desespero, desunião, abandono familiar, injustiça, etc.), sendo assim, o confessor deve ter a sensibilidade de captar a profundidade com que estes estigmas está afligindo o penitente, e dar o remédio na medida certa.
O grande desafio é não difamar moralmente quem nos procura, mas fazer com que essa pessoa possa notar a inconsistência de seu comportamento, que foi o fato gerador do seu pecado e da angústia que o aflige, seja ela de qual grau for. É fazer o penitente compreender através de uma visualização holística e global, que o nosso objetivo em Cristo, é desejar a ele -- para o penitente-- o melhor para a sua pessoa, através da respeitabilidade, sem falsa piedade.
A pessoa ouvida em confissão goza de direitos invioláveis, que não podem ser negados ou
descartados durante a ouvidoria sacramental. Esses direitos estão classificados em cinco dimensões, como se seguem: a dimensão de falar e ser ouvido em sua fala, o direito de emitir sua própria opinião e defender seu ponto de vista e o direito de silêncio, todos estes devem respeitados e fundamentados espiritualmente pelo penitente a partir da Fé Ortodoxa, de forma que não causará à nenhum desconforto o confessor e o penitente durante a confissão, porém, o direito crucial que muitas vezes nós confessores, por nosso zelo ignoramos por simples motivação conservacionista, é o direito de liberdade de expressão que o penitente tem em sua fé ortodoxa. Cabe a nós nestes casos orienta-lo para que está fé seja vivida e experenciada conforme os ensinamentos da Santa Igreja.
Verdade é, que em nosso entorno presbiteral lidamos constantemente com o sofrimento alheio, por isso devemos sempre renunciar nossas próprias opiniões e re-aprender a ouvir o mais íntimo de nosso ser para não emitirmos opiniões próprias infectadas de nossos preconceitos, causando confusão e mágoa no penitente. Isso de certo, atrapalharia o diálogo necessário para se estabelecer um vínculo de confiabilidade entre os protagonistas da confissão, pois o objetivo que se deve desenrolar durante o atendimento da confissão é acompanhar e orientar a pessoa que solicita este salutar sacramento encontrar novamente pela via da Graça de Deus recebida na absolvição, seu equilíbrio emocional que lhe dará condições de testemunhar o evangelho através da Fé Ortodoxa.
Dever ser claro para o sacerdote ortodoxo, que aqueles que nos procuram tem uma real necessidade de se sentirem acolhidos devido aos diversos estigmas enfrentados espiritualmente ou socialmente, seja em suas enfermidades físicas, ou mesmo em suas enfermidades morais que abalam a paz de sua alma (rancor, vingança, desespero, desunião, abandono familiar, injustiça, etc.), sendo assim, o confessor deve ter a sensibilidade de captar a profundidade com que estes estigmas está afligindo o penitente, e dar o remédio na medida certa.
O grande desafio é não difamar moralmente quem nos procura, mas fazer com que essa pessoa possa notar a inconsistência de seu comportamento, que foi o fato gerador do seu pecado e da angústia que o aflige, seja ela de qual grau for. É fazer o penitente compreender através de uma visualização holística e global, que o nosso objetivo em Cristo, é desejar a ele -- para o penitente-- o melhor para a sua pessoa, através da respeitabilidade, sem falsa piedade.
A pessoa ouvida em confissão goza de direitos invioláveis, que não podem ser negados ou
descartados durante a ouvidoria sacramental. Esses direitos estão classificados em cinco dimensões, como se seguem: a dimensão de falar e ser ouvido em sua fala, o direito de emitir sua própria opinião e defender seu ponto de vista e o direito de silêncio, todos estes devem respeitados e fundamentados espiritualmente pelo penitente a partir da Fé Ortodoxa, de forma que não causará à nenhum desconforto o confessor e o penitente durante a confissão, porém, o direito crucial que muitas vezes nós confessores, por nosso zelo ignoramos por simples motivação conservacionista, é o direito de liberdade de expressão que o penitente tem em sua fé ortodoxa. Cabe a nós nestes casos orienta-lo para que está fé seja vivida e experenciada conforme os ensinamentos da Santa Igreja.Verdade é, que em nosso entorno presbiteral lidamos constantemente com o sofrimento alheio, por isso devemos sempre renunciar nossas próprias opiniões e re-aprender a ouvir o mais íntimo de nosso ser para não emitirmos opiniões próprias infectadas de nossos preconceitos, causando confusão e mágoa no penitente. Isso de certo, atrapalharia o diálogo necessário para se estabelecer um vínculo de confiabilidade entre os protagonistas da confissão, pois o objetivo que se deve desenrolar durante o atendimento da confissão é acompanhar e orientar a pessoa que solicita este salutar sacramento encontrar novamente pela via da Graça de Deus recebida na absolvição, seu equilíbrio emocional que lhe dará condições de testemunhar o evangelho através da Fé Ortodoxa.
in Ódos - Caminho para Santificação
Padre Daniel de Oliveira Pinheiro
Igreja Ortodoxa Ucraniana
Patriarcado Ecumênico de Constantinopla
Padre Daniel de Oliveira Pinheiro
Igreja Ortodoxa Ucraniana
Patriarcado Ecumênico de Constantinopla

Muito bom o artigo! Se houvesse mais padres ortodoxos preparados para ouvir seus fiéis e se os fiéis estivessem abertos à confissão, haveria mais saúde mental e menos necessidade de nós psicólogos. Parabéns pelo artigo, padre Daniel. Porque não continua escrevendo? Grande abraço,
ResponderExcluirDulcinéa Cassis